sábado, 21 de abril de 2018

Publicada Nova Resolução sobre Resíduos de Serviços de Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou no final de março a Resolução - RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências.

A RDC regulamenta as atividades que envolvem qualquer etapa do gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – RSS, sejam eles públicos ou privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa.

O regulamento definiu todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas principalmente à atenção à saúde humana ou animal, não se aplicando a fontes radioativas seladas, que devem seguir as determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, e às indústrias de produtos sob vigilância sanitária, que devem observar as condições específicas do seu licenciamento ambiental

A ANVISA destaca que o serviço gerador de RSS é responsável pela elaboração, implantação, implementação e monitoramento do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS, documento que aponta e descreve todas as ações relativas ao gerenciamento dos resíduos de serviços de Saúde, observadas suas características e riscos. Os novos geradores de resíduos terão prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir do início do funcionamento, para apresentar o Plano.

Como ressaltado pela Agência, a RDC está restrita a exigências relacionadas diretamente à questão do risco à saúde, tratando especificamente sobre o manejo, armazenamento, coleta e transporte dos resíduos e de destino de acordo com o grupo de risco específico.

De acordo com a norma, os RSS que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico podem ser encaminhados para reciclagem, recuperação, reutilização, compostagem, aproveitamento energético ou logística reversa. Esses rejeitos podem, também, ser encaminhados para disposição final ambientalmente adequada. Os demais grupos de risco estão descritos detalhadamente nos anexos I e II da RDC 222/2018.

Fonte: Anvisa.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Controle do agrotóxico Paraquate começa nesta quinta

Controle do Paraquate e seus termos de responsabilidade serão feitos por sistema eletrônico a partir do dia 22 de março.

A partir do próximo dia 22 de março toda comercialização do agrotóxico Paraquate deverá ser registrada em um sistema informatizado. O objetivo é garantir as restrições que a Anvisa impôs ao produto com a publicação da resolução RDC 177/2017. Essa norma condiciona a venda do Paraquate ao termo de responsabilidade assinado pelos usuários e ao esclarecimento de riscos. 
O sistema também vai permitir que sejam identificados locais prioritários para a realização de treinamentos presenciais com os agricultores que utilizam o produto. 
O sistema foi proposto pelas próprias empresas do setor como forma de cumprir com a exigência de controle da Anvisa. A mesma ferramenta já vinha sendo utilizada para o controle da venda de outro agrotóxico, o Acefato, que também sofreu sanções semelhantes. 
Para que o controle funcione corretamente, é necessário que todos os entes da cadeia produtiva de agrotóxicos adotem o novo sistema. Isso inclui os profissionais que emitem a receita agronômica, produtores, comerciantes, empregadores, prestadores de serviços e usuários. 

Como acessar o sistema 

Para utilizar a nova ferramenta, basta acessar o portal www.acessoagro.com.br e seguir os passos para cadastro e uso. 

Privacidade dos dados 

De acordo com a Política de Privacidade do Sistema AcessoAgro" a Indústria Agroquímica só poderá visualizar dados relativos a seus próprios produtos, as revendas de produtos agrícolas poderão visualizar dados relativos a suas próprias vendas e a Anvisa poderá visualizar todas as informações e dados do sistema".
Acesse aqui a Política de Privacidade do Sistema AcessoAgro https://acessoagro.com.br/cliente/Documents/Termos/privacidade.html

Paraquate banido 

Em setembro de 2017, após um longo processo de avaliação, a Anvisa optou pelo banimento do produto a partir de 2020. Para esses três anos, foi estabelecido um processo de transição que define culturas específicas onde o produto pode ser utilizado e tornou obrigatória a assinatura do termo de responsabilidade e esclarecimentos sobre o risco de uso do produto. 

Fonte: Anvisa.

Primeira Sessão Temática de 2018 aborda risco risco de suicídio

No dia 28 de março a Escola de Saúde Pública da Bahia Professor Jorge Novis (ESPBA) promove a 1ª Sessão Temática de 2018 tendo como foco: “Abordagem multiprofissional ao paciente em risco de suicídio”.
O evento vai ocorrer no auditório da ESPBA das 13h30 às 17 horas. O credenciamento dos participantes será de 13h30min às 14h.
Entre os palestrantes estão Soraya Rigo Carvalho, idealizadora e coordenadora do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio do Centro de Informações Antiveneno (NEPS/CIAVE), com o tema “Especificidades da clínica psicanalítica do suicídio; Maira Oliveira, técnica do NEPS/CIAVE com o tema “A terapia ocupacional na abordagem a pessoas com comportamento suicida: experiências e possibilidades e Cíntia Mesquita, técnica do NEPS vai falar sobre “Subsidiando práticas de cuidado a pessoas em risco para o suicídio”.
Após as apresentações, os temas serão debatidos com a plenária para a troca de experiências e saberes no contexto do SUS.
O evento tem como público-alvo: estudantes, trabalhadores, profissionais, professores e gestores da Saúde e/ou aqueles que tenham interesse no tema proposto.
As inscrições para participação serão exclusivamente presenciais. Os primeiros inscritos terão prioridade, de acordo com a capacidade física do local em que será realizado o evento. Todos os participantes serão certificados.
O auditório da ESPBA fica na localizado na Av. Antônio Carlos Magalhães, s/n, Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto (em frente ao Hiper Walmart Iguatemi).
 Fonte: Ascom ESPBA

segunda-feira, 19 de março de 2018

Formol leva quatro alisantes de cabelo à proibição

Quatro alisantes de cabelo que estavam sendo oferecidos no mercado não podem mais ser comercializados. O motivo foi a identificação da presença de formol em níveis fora do limite tolerado pela legislação nesses produtos.
O formol é uma substância cancerígena. A sua presença em doses acima do tolerado pode causar problemas de saúde, seja pelo contato com a pele, com os olhos ou pela inalação.
Confiram os produtos que não devem ser utilizados.
As análises de Pesquisa de Formaldeído (formol) foram feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco.
Com a decisão, os produtos não devem ser distribuídos, divulgados, comercializados e nem utilizados.
Por causa do seu aspecto tóxico o uso de formol em produtos cosméticos é limitado, sendo permitido apenas como um conservante, na concentração de até 0,2%, mas nunca como alisante. O contato com essa substância pode levar à irritação da pele, dor e queimaduras. Já a inalação pode causar irritação na garganta, tosse, diminuição da frequência respiratória e mesmo pneumonia.

Royal Power Organic Protein Naturelle

Também foi suspenso o produto alisante Royal Power Organic Protein Naturelle da empresa Naturallmix Cosméticos Ltda. – ME. A empresa chegou a notificar o produto na Anvisa, mas deveria ter feito a solicitação de registro, pois alisantes precisam ser avaliados previamente antes de chegarem ao mercado.

Fonte: Anvisa.

sábado, 17 de março de 2018

Anvisa participa de reunião sobre combate a entorpecentes

Comissão da ONU aprovou proposta da OMS para a inclusão de 12 substâncias nas listas dos Tratados Internacionais, que passarão a ser mundialmente controladas.

A Anvisa e o Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal realizaram nesta quinta-feira (15/03) uma reunião paralela à 61ª Sessão da Comissão de Entorpecentes das Nações Unidas (ONU), que ocorre durante esta semana em Viena, na Áustria.

A reunião explorou a função dos laboratórios forenses na geração de dados e evidências na área de drogas que sejam insumo para atividades além do contexto criminal, o que pode se utilizado na melhoria da legislação nacional, desenvolvimento de sistemas de alerta e desenho de políticas em saúde pública. A Seção Científica e de Laboratórios do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apoiou a organização do evento.

A abertura da reunião foi realizada pelo embaixador brasileiro na Áustria, Ricardo Neiva Tavares, e a coordenação esteve a cargo da equipe do UNODC. Foram apresentadas as experiências nacionais do Brasil, Hungria e Finlândia.

O chefe do Serviço de Perícias de Laboratório e Balística do INC, Élvio Dias Botelho, palestrou em nome da delegação brasileira e mencionou o trabalho conjunto realizado entre a Polícia Federal e a Anvisa nesta área, que resultou em importantes mudanças na forma de regulação de substâncias controladas no Brasil.

A colaboração interinstitucional realizada por meio do Grupo de Trabalho para classificação de substâncias controladas, coordenado pela Agência, é considerada pela ONU um exemplo de boa prática nacional. Um resultado efetivo desta cooperação foi a adoção pela Anvisa de uma abordagem inovadora de controle de substâncias, a partir de um “enquadramento genérico” de substâncias nas listas de controle – em especial drogas ilícitas sintéticas.

Nesta 61ª Sessão, a Comissão de Entorpecentes da ONU aprovou, ainda, a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a inclusão de 12 substâncias nas listas dos Tratados Internacionais de Drogas, que passarão a ser mundialmente controladas. A posição técnica brasileira defendida na votação foi elaborada pelo Grupo de Trabalho, sob coordenação da Gerência de Produtos Controlados da Anvisa.

Fonte: Anvisa

sábado, 10 de março de 2018

Falsas notícias ("fake news"): Ciave alerta para o seu risco à saúde

Nos últimos meses a população tem se deparado, seja nas redes sociais ou aplicativos de mensagens, com várias notícias alarmistas, muitas vezes sem se dar conta disto. Frequentemente, estas informações são compartilhadas sem verificação da sua veracidade e rapidamente se espalham. O problema é que muitas delas são notícias falsas, as chamadas fake news.

Segundo o farmacêutico e coordenador técnico do Centro de Informações Antiveneno - Ciave, Jucelino Nery, o Centro tem acompanhado este fenômeno e tem procurado esclarecer algumas destas notícias relacionadas à área da saúde, mais especificamente referentes a envenenamentos.

Dentre estas notícias, temos como exemplo:

1) Risco fatal no uso medicamentos contendo a substância fenilpropanolamina, que estaria presente em 22 medicamentos e provocando efeitos adversos fatais em usuários. A verdade é que  a fenilpropanolamina era utilizada em alguns medicamentos disponíveis no Brasil, mas foi retirado do mercado, há 17 anos, depois que a Food and Drug Administration (FDA), agência americana, constatou que a substância provocou hemorragia cerebral fatal em alguns usuários. Apesar de não terem sido registrados casos no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o seu uso no país, através da Resolução RDC nº 96/2000. Em junho de 2017 a Anvisa divulgou nota sobre a questão. Atualmente, nenhum medicamento disponível no mercado brasileiro possui a fenilpropanolamina.

2) Surgimento uma nova espécie de cobra muito venenosa nas praias da ilha de Itaparica (BA). Neste caso, além dos fortes indícios de boato por conta das características da notícia e do vídeo divulgado mostrar uma víbora do Deserto do Saara, inexistente no Brasil, a questão foi verificada junto aos serviços de vigilância epidemiológica dos municípios de Itaparica e Vera Cruz, não tendo sido registrado o suposto aparecimento. Em novembro de 2017 o Ciave publicou nota de esclarecimento sobre o assunto.

3)  Ocorrência de intoxicação provocada por pirulito com energético. Esta notícia preocupou pais e mães Brasil afora. Segundo a mensagem, o pirulito “Blong  Energy”, da marca Peccin, teria provocado sintomas como falta de ar, vômito, queda de pressão, sangramento nasal, tosse e aumento da frequência cardíaca na garotada. Segundo consulta feita pelo Ciave aos profissionais dos diversos centros de informação e assistência toxicológica do país, nenhum caso do tipo havia sido registrado. A fabricante do pirulito divulgou uma nota em seu site e perfil no Facebook informando que o seu produto não possui “nenhum ingrediente energético, estimulante ou alcoólico” em sua composição. Mais uma vez o Ciave buscou informar a verdade à população.

4) Mais recentemente, circula alerta sobre o contato com lagarta (Lonomia) que pode causar hemorragia e até matar, não havendo soro contra o veneno. Aqui, algumas informações são verdadeiras (ocorrência durante o verão em áreas próximas da Mata Atlântica; o risco de morte – apesar de ser raro; ficam aglomeradas em árvores). Por outro lado, segundo Jucelino Nery, o soro específico (antilonômico) existe e está disponível no país desde os anos 90.  De acordo com o farmacêutico, não tem sido registrado acidentes por este tipo de animal na Bahia. Ainda assim, o Ciave está preparado para a ocorrência. No caso de um possível aparecimento, alerta, deve-se acionar o Centro de Controle de Zoonoses do município para remoção dos animais e não tocá-los. Havendo acidente, conduzir a vítima o mais rapidamente possível para uma unidade de emergência e contatar o Ciave para obter orientação específica.

A equipe técnica do Ciave, órgão da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), alerta para o cuidado ao repassar essas informações alarmantes que recomendam o compartilhamento, devendo se certificar se não se trata de notícia falsa, através de sites especializados (como o www.boatos.org e o www.e-farsa.com.br). A questão preocupa, pois pode haver repercussões negativas à saúde em virtude da divulgação de informações inverídicas ou incorretas junto à população.

As falsas notícias, em geral, possuem algumas das seguintes características: tom alarmista; uso de algumas palavras em letras maiúsculas para chamar a atenção do leitor; sem data para dar a impressão de que a notícia é recente; uso de nomes de pessoas que não existem; sem autoria ou fontes confiáveis; mistura fatos reais com ficção; pede para ser repassada ao maior numero de pessoas.

Duas universidades federais, da Paraíba e de Minas Gerais, realizaram recentemente estudo sobre o assunto. Outra pesquisa foi publicada na revista Science, no dia 09/03, desenvolvida por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e afirma que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente. No final das contas, a grande prejudicada é a população.

Fonte: Ciave.

terça-feira, 6 de março de 2018

Ciave alerta para mais um boato: intoxicação causada por pirulito com energético

Tem circulado nas últimas semanas nas redes sociais, especialmente através do aplicativo WhatsApp, uma mensagem referente à ocorrência de intoxicação em crianças atribuída a um pirulito com energético, o que tem preocupado pais e mães Brasil afora.

Segundo a mensagem, o pirulito “Blong  Energy”, da marca Peccin, teria provocado sintomas como falta de ar, vômito, queda de pressão, sangramento nasal, tosse e aumento da frequência cardíaca na garotada.

O texto apresenta as características de um boato (fake news): tom alarmista, sem maiores informações sobre os casos, não possui nenhum dado que possa ser verificado e pede para ser repassado.

A equipe técnica do Centro de Informações Antiveneno (Ciave), órgão da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, alerta para o cuidado no compartilhamento deste tipo de informação, devendo se certificar em sites especializados como o www.e-farsa.com.br e o http://www.boatos.org que não se trata de boato. Técnicos de outros centros foram consultados e também não registraram nenhum caso relacionado ao produto.


Preocupada com a repercussão negativa do boato, a empresa Peccin, fabricante do pirulito “Blong Energy”, divulgou uma nota em seu site e perfil no Facebook informando que o seu produto não possui “nenhum ingrediente energético, estimulante ou alcoólico” em sua composição.

Fonte: Ciave.



sábado, 3 de março de 2018

Cresce o foco internacional para as picadas por serpentes

Uma nova iniciativa está em andamento para discutir a possibilidade de desenvolver soluções inovadoras que possam abordar os problemas associados à envenenamento por serpentes.

O evento interdisciplinar, que se realizará em Leiden, Países Baixos, em 21 e 22 de junho de 2018, tem como objetivo despertar a atenção para essa doença tropical devastadora e negligenciada e buscar soluções e ações internacionais sobre prevenção e tratamento decorrentes de envenenamento por picada de cobra (ofidismo).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recentemente adicionou o ofidismo em sua lista de doenças tropicais negligenciadas e está trabalhando com especialistas internacionais para desenvolver uma estratégia objetivando reduzir e controlar o ônus das lesões e as mortes causadas por esse agravo.

A estratégia da OMS visa priorizar ações e intervenções chaves com recursos adequados que possam melhorar substancialmente os resultados para os pacientes e suas comunidades. A estratégia está prevista para o final deste ano.

O envenenamento por picada de cobra é uma doença tropical negligenciada que causa a morte de 81.000-138.000 pessoas em todo o mundo a cada ano. Os acidentes por serpente afetam cerca de 5,5 milhões de pessoas por ano, principalmente em comunidades pobres de países de baixa a média renda em regiões tropicais e subtropicais do mundo. Segundo a OMS, mais de metade das vítimas de ofidismo provavelmente precisarão de tratamento médico específico, incluindo a administração de antivenenos, cirurgias corretivas, próteses e reabilitação.

A OMS estima que cerca de 400 mil pessoas por ano permaneçam permanentemente incapacitadas após picadas de cobras, com muitas cicatrizes psicológicas, incapacitadas para o trabalho, se sustentar ou à sua família e, muitas vezes, com dívidas e estigmatização social.

A reunião de junho de 2018 em Leiden, Países Baixos, é intitulada "Snakebite - from Science to Society" (Picada de cobra - Da Ciência à Sociedade), e está sendo organizada pelo Naturalis Biodiversity Center. Ao invés de ser uma reunião científica formal, está sendo projetada como um fórum onde idéias inovadoras e soluções científicas podem ser discutidas e desenvolvidas entre um amplo grupo de partes interessadas das ciências, agências governamentais, sociedade civil e organizações de ajuda humanitária.

Fonte: OMS.

Intoxicação medicamentosa é tema de entrevista do Ciave na Rádio Excelsior

Em entrevista no Programa “Saúde no Ar”, da Rádio Excelsior, na quinta-feira (01/03), o tema intoxicação medicamentosa foi abordado por Jucelino Nery da Conceição Filho, farmacêutico e coordenador técnico do Centro de Informações Antiveneno (Ciave) – órgão da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Segundo o farmacêutico, os medicamentos constituem a segunda principal causa de intoxicação na Bahia, com cerca de 20% dos casos registrados pelo Ciave anualmente, seguidos pelos produtos de limpeza doméstica (domissanitários), sendo os animais peçonhentos a principal causa.

Em 2017, o Ciave registrou mais de 1.500 casos de intoxicação medicamentosa no Estado. Segundo dados preliminares do Centro, as principais causas foram as tentativas de suicídio (47%), os acidentes (37%), os erros de medicação (dose, preparação, troca de embalagem, etc.) e a automedicação.

Segundo Jucelino Nery, a maioria dos acidentes ocorre no ambiente doméstico (mais de 60%) e envolvem principalmente as crianças menores de 5 anos de idade.

Um outro grupo de risco que merece muita atenção são os idosos, que se tornam mais susceptíveis em virtude das mudanças biológicas decorrentes da idade, como na composição corpórea (aumento do pH gástrico, aumento do tecido adiposo, diminuição das proteínas plasmáticas, diminuição da capacidade de filtração pelos rins, diminuição da capacidade de metabolização, etc), além do fato de, comumente, fazerem uso crônico de vários medicamentos.

Jucelino Nery alerta ainda para os domissanitários, principalmente de produção caseira como os desinfetantes, em especial a água sanitária, que causaram mais de 300 intoxicações em 2017. Os principais fatores para estas ocorrências é o acondicionamento em embalagens reaproveitadas de refrigerantes e o fácil alcance das crianças.

Ouça a entrevista clicando aqui.

Fonte: Ciave.