quinta-feira, 20 de julho de 2017

USP comprova que leite é capaz de reduzir quantidade de chumbo no organismo

Uma pesquisa da Faculdade de Farmácia da USP em Ribeirão Preto (SP) comprova que o leite é capaz de diminuir a quantidade de chumbo no organismo e, consequentemente, reduzir o nível de intoxicação em profissionais que atuam com esse tipo de metal.

A descoberta pode resultar em um novo modelo de tratamento em seres humanos, mas o farmacêutico e pesquisador William Robert Gomes alerta que a ingestão de leite não substitui o uso de equipamentos de proteção, principal aliado na prevenção.

“O chumbo pode levar até à morte se não houver um tratamento adequado e não houver um exame periódico para detectar essas concentrações altas. O leite deve ser um auxílio para evitar que essas concentrações subam a um nível extremo”, explica.

O estudo avaliou 237 funcionários de indústrias de baterias automotivas, que ficam expostos ao chumbo por longos períodos, e comprovou que aqueles que consumiam leite e derivados ao menos três vezes por semana tinham menos concentração do metal no organismo.

Gomes afirma que o principal responsável pelo resultado é o cálcio, que pode agir como uma espécie de protetor, expulsando o chumbo do corpo e, principalmente dos ossos, onde pode se acumular e permanecer por até 30 anos.

“O cálcio e o chumbo têm uma estrutura um pouco parecida, então, quando os dois estão juntos, há uma competição, onde o cálcio pode deslocar o chumbo do organismo e ele pode ser eliminado mais facilmente”, diz.

Ainda segundo o pesquisador, a alta concentração de chumbo no corpo humano pode causar problemas neurológicos, doenças no coração, nos rins, no estômago e ainda alterações no sangue.
Além de ser usado na indústria automotiva, esse tipo de metal está presente na construção civil, produção de vidro e pigmentação de tintas. O pintor Candido Portinari (1903-1962), por exemplo, morreu em decorrência de intoxicação por chumbo que havia nas tintas usadas em suas obras.

“Na verdade, a melhor prevenção ainda é o uso de equipamentos de proteção, como luvas, máscaras, o leite seria apenas um auxílio para oferecer uma vida melhor. Mas, a prevenção ainda é o melhor remédio”, afirma Gomes.

Fonte: G1.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Veneno de vespa brasileira mata células de câncer sem atingir células saudáveis

Fonte: CEVAP.
O veneno de uma vespa brasileira, Polybia paulista, contém uma poderosa toxina que mata células de câncer, sem danificar células saudáveis. Agora, um grupo de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriu exatamente como a toxina, chamada MP1, consegue abrir buracos exclusivamente nas células cancerosas, destruindo-as.

O estudo, publicado em 1º de junho, na revista científica Biophysical Journal, poderá inspirar a criação de uma classe inédita de drogas contra o câncer, segundo os cientistas. De acordo com um dos autores do estudo, Paul Beales, da universidade inglesa, a toxina MP1 não afeta as células normais, mas interage com lipídios – moléculas de gordura –que estão distribuídos de forma anômala apenas na superfície das células de câncer. Ao entrar em contato com a membrana dessas células, a toxina abre buracos por onde escapam moléculas essenciais para seu funcionamento.

“Terapias contra o câncer que atacam a composição de lipídios da membrana da célula seriam uma classe inteiramente nova de drogas antitumorais. Isso poderia ser útil para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, nas quais múltiplas drogas são utilizadas para tratar um câncer atacando diferentes partes de suas células simultaneamente”, disse Beales.

De acordo com outro dos autores, João Ruggiero Neto, do Departamento de Física da Unesp em São José do Rio Preto, a Polybia paulista foi descoberta e descrita pelo professor Mário Palma, da Unesp de Rio Claro.

Os cientistas já haviam estudado a toxina MP1 e sabiam que ela agia contra micróbios causadores de doenças destruindo a membrana das células bacterianas. Mais tarde, os estudos revelaram que a toxina é promissora para proteger humanos de câncer e tem capacidade para inibir o crescimento de células de tumores de próstata e de bexiga, além de células de leucemias resistentes a várias drogas.
Até agora, no entanto, não se sabia como a MP1 é capaz de destruir seletivamente as células tumorais, sem danificar as células saudáveis.

 “Desde que descrevemos a toxina do veneno dessa vespa, em 2009, sabíamos que ela contém peptídeos com uma forte propriedade antibacteriana, funcionando como um antibiótico potente. Mais tarde, pesquisadores coreanos e chineses começaram a fazer trabalhos com esses peptídeos sobre células de câncer e nós fomos estudar sua ação em linfócitos com leucemia”, disse Neto ao Estado.

Mecanismo. O grupo da Unesp confirmou então que as toxinas eram extremamente seletivas, reconhecendo apenas os linfócitos leucêmicos, as não os sadios. Eles começaram suspeitar que a explicação para essa seletividade tinha relação com as propriedades únicas das membranas de células de câncer. “Fomos investigar o mecanismo”, afirmou Neto.

Segundo ele, em membranas de células saudáveis, os fosfolipídios chamados PS e PE se situam na membrana interna, voltados para o lado de dentro da célula. Mas, nas células de câncer, os PS e PE ficam incorporados na membrana externa, voltados para o ambiente em volta da célula.

Os cientistas testaram sua teoria criando membranas-modelo contendo PE e PS e as expondo à MP1. Eles utilizaram uma ampla gama de técnicas biofísicas e de imageamento para caracterizar os efeitos destrutivos da MP1 sobre as membranas.

O resultado foi impactante: a presença de PS aumentava de 7 a 8 vezes a quantidade de MP1 que se ligava à membrana. A presença de PE, por outro lado, aumentava a capacidade da MP1 de danificar rapidamente a membrana, aumentando o tamanho dos buracos de 20 a 30 vezes.

“Formados em poucos segundos, esses poros são grande o suficiente para permitir o vazamento de moléculas críticas para a célula, como RNA e proteínas. O aprimoramento dramático da permeabilização induzida pela toxina na presença do PE e as dimensões dos poros nessas membranas foram surpreendentes”, disse Neto.

Potencial. Em estudos futuros, os cientistas planejam alterar a sequência de aminoácidos da MP1 para examinar como a estrutura da toxina se relaciona à sua função, a fim de aprimorar sua seletividade e sua potência para propósitos clínicos.

Segundo Beale, entender o mecanismo de ação dessa toxina vai ajudar  estudos translacionais – isso é, pesquisa científica aplicada clinicamente – para avaliar no futuro o seu potencial para o uso na medicina.


“Como ficou demonstrado em laboratório que a toxina é seletiva para células de câncer e não é tóxica para células normais, ela tem potencial para ser segura. Mas mais trabalho será necessário para provar isso”, afirmou Beale.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Notificação de intoxicação e acidentes por animais peçonhentos é discutida em evento da Divep

Seminário realizado no auditório da Divep.
Como parte integrante da programação do “Seminário Sobre Doenças e Agravos de Notificação Compulsória – Vigilância Epidemiológica Hospitalar - 2017“, realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP), da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), através da Coordenação de Agravos (COAGRAVOS) e do Grupo de Trabalho de Vigilância Epidemiológica Hospitalar — VEH, os temas: “Acidente por Animal Peçonhento” e “Intoxicação Exógena”, foram abordados com enfoque nos conceitos, situação epidemiológica e fluxos frente à notificação numa unidade hospitalar.

O Seminário teve como objetivo promover a integração, aprendizado e troca de experiências entre os profissionais dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar e representantes dos Núcleos e Bases Regionais de Saúde, além de técnicos do Centro de Informações Antiveneno (CIAVE), contando também com a presença de profissionais da Diretoria de Vigilância Epidemiológica - DIVEP, Diretoria de Vigilância e Atenção á Saúde do Trabalhador – DIVAST e da Subcoordenação de Informação em Saúde da Vigilância Epidemiológica Municipal de Salvador.

Ao falar sobre as intoxicações exógenas, o Dr. Daniel Rebouças – médico toxicologista e diretor do Ciave – enfatizou a relevância da notificação desses agravos, os quais acometem anualmente cerca de 3% da população de países em desenvolvimento, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Já o farmacêutico do CIAVE e coordenador do Programa de Controle de Acidentes por Animais Peçonhentos no estado da Bahia, Jucelino Nery, ressaltou que os profissionais devem estar atentos para a qualidade das informações, o que pode repercutir na interpretação dos dados epidemiológicos e, consequentemente, na programação das ações em saúde.

Só em 2016 foram notificados 18.000 eventos tóxicos no Estado através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, apesar de ser bastante significativa a subnotificação. No mesmo ano, o CIAVE atendeu cerca de 7.500 casos de intoxicação.

Programação do Seminário:



segunda-feira, 3 de julho de 2017

O estágio não obrigatório no Ciave tem reinício com o "Mais Futuro" e o "Partiu Estágio"

Tem início nesta segunda-feira o estágio não obrigatório no Centro de Informações Antiveneno (Ciave) com estudantes oriundos dos Programas Partiu Estágio e Mais Futuro. São acadêmicos de diversos cursos da área de saúde.

Considerado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como modelo de centro de informações e assistência toxicológica para os países em desenvolvimento, há 36 anos o Ciave disponibiliza campo de prática na área de Toxicologia, contribuindo para a formação de médicos, farmacêuticos, biólogos, veterinários, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais.

Os universitários do Programa Mais Futuro foram selecionados a partir do Edital nº 001/2017, da Secretaria da Educação, enquanto aqueles do Programa Partiu Estágio 2017 foram aprovados no Edital nº 002/2017, da Secretaria da Administração.

Os universitários têm a oportunidades de atuarem juntamente com a equipe multidisciplinar do Ciave, centro estadual de referência em Toxicologia, e conhecerem melhor essa área. Apenas os cursos de Farmácia e Medicina Veterinária possuem essa disciplina em sua matriz curricular, o que torna mais relevante este campo de estágio.

O fato de o Ciave estar localizado em uma unidade hospitalar e de emergência faz com que os seus profissionais estejam em constante exercício dos seus conhecimentos teóricos, o que lhes garantem mais prática e segurança para a prestação de uma orientação toxicológica confiável, frente aos inúmeros e diversificados agentes causadores de intoxicação. Além disso, esta prática contribui para a formação de novos profissionais que virão a atuar em outras unidades de saúde do SUS.

Segundo o Diretor do Ciave, Dr. Daniel Rebouças, só em 2016 foram registrados no Estado mais de 15.000 acidentes por animais peçonhentos e 4.000 intoxicação por diversos agentes, principalmente medicamentos, apesar da acentuada subnotificação.

sábado, 24 de junho de 2017

Sibutramina e remédios para emagrecer: entenda

Os anorexígenos são utilizados como coadjuvantes no tratamento de quadros de obesidade e, como qualquer medicamento, seu uso, com a indicação de reduzir o apetite, deve ser orientado por um médico. No caso dos inibidores de apetite, isso é ainda mais importante já que interferem em sistemas importantes do corpo humano.

Qual é a situação da sibutramina e de outros medicamento emagrecedores no Brasil e no mundo? Nos parágrafos abaixo esclarecemos quais são as regras para a venda desse tipo de medicamento, quais são os produtos autorizados, e os riscos relacionados a seu uso.

A obesidade é uma doença provocada por vários fatores como hábitos de vida, genética, condições econômicas, contexto cultural, entre outros. Por isso, a orientação dos profissionais é ainda mais importante para que o uso de medicamentos não se torne apenas um paliativo e gere o efeito “sanfona”, que é quando o paciente engorda e emagrece muito ao longo da vida.

Em 2011, a Anvisa retirou do mercado três substâncias inibidoras de apetite do tipo anfetamínicos - mazindol, femproporex e anfepramona - para combater a obesidade. Os laboratórios que tinham registro desses produtos no Brasil não apresentaram estudos de eficácia e segurança dentro dos padrões exigidos pela Anvisa e cobrados em outros países do mundo. Além disso, uma revisão da literatura científica apontou que os riscos relacionados ao uso de inibidores de apetite do tipo anfetamínicos eram maiores que o seu benefício.

Na mesma época a sibutramina também foi reavaliada, mas, neste caso, ficou demostrado que o seu benefício era maior que o seu risco, desde que utilizada adequadamente e para determinados perfis de pacientes. Então, o controle sobre a sibutramina foi reforçado com a criação de uma receita especial para prescrição e comercialização do produto.

Não foi a primeira vez em que medicamentos foram retirados do mercado por causa de uma revisão de segurança. Esta, na verdade, é uma situação que faz parte da rotina das agências reguladoras no mundo todo.

Anorexígenos retirados do mercado e sua situação no mundo

Os três medicamentos abaixo tiveram seus registros cancelados por falta de apresentação de estudos de eficácia e segurança atualizados. Ou seja, nenhum fabricante conseguiu comprovar os benefícios de seu uso.

É importante esclarecer que não estão proibidos. Qualquer empresa da indústria farmacêutica pode pedir o registro das substâncias no Brasil, já que não estão protegidas por patentes. Basta apenas cumprir as regras vigentes no país.

Anfepramona
Começou a ser utilizada em 1997. Vendida nos EUA. Não é aprovada na Europa.

Femproporex
Não é aprovado nos EUA e foi proibido na Europa em 1999.

Mazindol
Não é aprovado nos EUA e não está disponível na Europa.

Medicamentos aprovados no Brasil para tratar a obesidade (por nome da substância):

Sibutramina
É o medicamento emagrecedor com registro válido mais antigo no Brasil. Foi registrado em março de 1998. 13 fabricantes têm registro e autorização para produzí-lo. Há 22 sibutraminas disponíveis no mercado brasileiro.

Orlistat
Chegou ao Brasil no final dos anos 90. Hoje é produzido por 10 laboratórios com pelo menos 22 registros diferentes do produto em comercialização.

Cloridrato de lorcasserina
Registrado em 2016, está no mercado com o nome comercial de Belviq, registrado pelo laboratório Eisai.

Liraglutida
Registrada no início de 2016, é uma formulação injetável e está no mercado com o nome comercial de Saxenda, registrado pelo laboratório Novo Nordisk.

Fonte: Anvisa

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ciave alerta para o risco de envenenamento no período junino

As festas juninas, tradicionais no interior do Estado, são eventos onde também estão presentes diversos fatores de risco de intoxicação/envenenamento. “Neste período, são frequentes as intoxicações por alimentos contaminados e bebida alcóolica, além dos acidentes por animais peçonhentos”, alerta o Dr. Daniel Rebouças, médico toxicologista e diretor do Centro de Informações Antiveneno (Ciave).

Uma das grandes atrações da festa de São João são as comidas típicas servidas nesta época do ano. Assim, deve-se estar atento para não sofrer intoxicação causada por alimentos contaminados por bactérias ou fungos que produzem toxinas, principalmente aqueles mal armazenados, manipuladas ou expostos ao ambiente por muito tempo. Além dos alimentos prontos, deve-se ter cuidado também com os ingredientes como o amendoim e o milho, pois podem representar um grande perigo à saúde quando contaminados por fungos ou bactérias.

Portanto, para garantir que as delícias de São João não se transformem em dor de cabeça, é preciso tomar muito cuidado na hora de comprar os ingredientes e manusear os pratos. Deve-se dar preferência aos alimentos frescos e evitar aqueles que possam ter sido manipulados, principalmente se estiver exposto ao ambiente, pois pode constituir em um meio de cultura fácil para a proliferação de germes patogênicos.

Nas regiões que estão apresentando chuva, um fator de risco a mais são os animais peçonhentos, como serpentes e escorpiões, cujos casos de acidentes são mais frequentes neste período, principalmente em áreas desmatadas e também naqueles com presença de entulhos, lixo e acúmulo de material de construção. Nestes casos, deve-se lavar o local da picada com água e sabão, colocar a vítima em repouso e leva-lá imediatamente para um serviço de saúde. Caso tenham capturado o animal, levá-lo - de forma segura – ao serviço médico para identificação.

Um alerta quando se tratar de crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido, pois, estes precisam de um cuidado redobrado, uma vez que a intoxicação pode ter uma gravidade maior.

A equipe do Ciave alerta para atenção às crianças, não deixando substâncias tóxicas, incluindo medicamentos, ao seu alcance. Ressalta ainda que nos casos de acidentes por animais peçonhentos e intoxicações é importante evitar a automedicação e medidas não adequadas (como o uso de leite), o que pode agravar o quadro clínico da pessoa, devendo, portanto, a vítima ou seus familiares procurar orientação médica.

Como os sintomas variam de acordo com a forma de contato e o tipo de agente causador da intoxicação, em caso de dúvidas no diagnóstico e tratamento, os profissionais de saúde podem entrar em contato com o CIAVE para buscar orientações, serviço este que funciona 24 horas por dia com profissionais de plantão prestar orientação toxicológica a esses tipos de ocorrências.

Fonte: CIAVE

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ceatox de Botucatu discute "Agrotóxicos: Ambiente e Saúde" em Jornada

Acontecerá nos dias 17 e 18 de agosto, no Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu (SP), a XVI Jornada Científica de Toxicologia. A Jornada é um evento bienal tradicionalmente promovido pelo Centro de Assistência Toxicológica – CEATOX de Botucatu e tem como objetivo discutir temas relevantes da área e proporcionar a divulgação de resultados científicos.

No evento deste ano, que tem como tema “Agrotóxico: Saúde e Ambiente”, haverá a presença de vários palestrantes que tratarão de temas como agrotóxico e incidência de câncer (palestrantes do INCA - Instituto Nacional de Câncer e Centro Infantil Boldrini), efeitos sobre o meio ambiente, o posicionamento do INCA sobre o uso de agrotóxicos e dados recentes da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) sobre o panorama do uso de agrotóxico no Brasil.

A programação do evento contará com três minicursos relacionados à Toxicologia em geral: Toxicologia Forense e sua Importância na Sociedade; Nanotoxicologia: Fundamentos e Perspectivas; Evidências sobre a Relação entre Alimentação, Nutrição e Câncer.

Fonte: Ceatox-Unesp.

15ª Expoepi acontecerá de 27 à 30 de junho

A Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), chega à sua 15ª edição em 2017. A Mostra, que ocorre em Brasília – DF de 27 a 30 de junho, consolida o intercâmbio entre os gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre temas relacionados às ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da Saúde Pública. Realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, a Expoepi acumulou, desde 2001, experiências consideradas inspiradoras para o Sistema Único de Saúde.

A Mostra Competitiva de 2017 será apresentada em três modalidades: (1) experiências bem-sucedidas dos serviços de saúde pública; (2) trabalhos técnico-científicos no âmbito de programas de pós-graduação na área de vigilância em saúde dos profissionais que atuam no SUS e (3) experiências bem-sucedidas conduzidas pelo movimentos sociais. Em decorrência da divulgação do Edital que regulamenta a 15ª Expoepi, foram submetidas 682 experiências bem-sucedidas realizadas pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, em todas as áreas priorizadas pelo Edital e 103 trabalhos técnico-científicos. O Prêmio RESS Evidencia instituído por portaria específica da SVS/MS, premiará o melhor artigo original publicado na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS) em 2015. A revista, editada pela SVS/MS e da base SciELO, passou a compor a base da Medline, o que comprova sua relevância no cenário nacional de periódicos científicos.

Debater temas relevantes para a Saúde Pública e premiar as melhores experiências dos serviços de saúde do SUS, além de valorizar os profissionais e movimentos sociais que contribuíram para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde, constituem os principais propósitos da 15ª Expoepi.
Boas-vindas a todos os seus participantes e um encontro produtivo e inspirador para o aprimoramento das ações em vigilância em saúde.

Fonte: Expoepi

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ciave apresenta experiência exitosa na prevenção do suicídio

O Centro de Informações Antiveneno (Ciave), através do seu Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (Neps), apresentou a sua experiência exitosa sobre a prevenção do suicídio durante o Workshop "Estabelecendo Diálogo para a Prevenção do Suicídio no Brasil". O evento, que ocorreu em Brasília nos dias 30 e 31 de maio, foi promovido pelo Ministério da Saúde (MS) e Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

Com o objetivo de discutir estratégias de operacionalização das Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio, estabelecidas através da Portaria GM 1.876/2006, o workshop reuniu representantes do Ministério da Saúde, de secretarias de estaduais e municipais de saúde, de instituições acadêmicas, de organizações da sociedade civil, de organismos governamentais e não-governamentais.

O Neps apresentou várias propostas como contribuição para a elaboração de um futuro Plano Nacional de Prevenção do Suicídio. Dentre elas estão a capacitação para profissionais da saúde geral e da saúde mental; a inclusão da disciplina "Prevenção do suicídio" em todos os cursos de graduação e nas Residências das áreas de saúde; a inclusão de uma disciplina que contemple a prevenção do suicídio para todos os currículos no ensino fundamental e médio (considerando as elevadas taxas de suicídio entre jovens no Brasil); a explanação do tema "Abordagem ao paciente suicida" a todos os servidores públicos admitidos na esfera municipal, estadual e federal; a inclusão da avaliação de risco de suicídio nas unidades de emergência hospitalares, bem como a criação de uma pulseira de cor roxa para anexar ao braço de pacientes em risco de suicídio, admitidos em hospitais e UPAS, para que possam ser tratados de forma humanizada e com os cuidados técnicos que exigem.

Segundo a psicóloga Soraya Carvalho, representante do Ciave no evento, "o produto deste debate resultou em propostas concretas que serão mais uma vez discutidas no Grupo de Trabalho do MS. Pretende-se, em um segundo momento, que o material seja reavaliado até que possa se tornar o Plano Nacional de Prevenção do Suicídio."
Fonte: Ciave

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Espaço de Leitura do Núcleo de Prevenção do Suicídio completa um ano

O Núcleo de Estudos e Prevenção do Suicídio (NEPS), vinculado ao Centro Antiveneno da Bahia (CIAVE), promove hoje, a partir de 9h30min, no auditório do Centro, um evento especial de socialização, através da Ciranda Literária, marcando a comemoração de um ano da inauguração do projeto Espaço de Leitura do NEPS. As atividades do Espaço de Leitura ocorrem desde o ano passado, como uma proposta de discussão, troca de informações e ludicidade, relacionadas à leitura e escrita literária, e foi instituído como ponto de encontro dos usuários com a leitura.

O projeto foi viabilizado a partir da doação de livros e atualmente tem um acervo de mais de 300 publicações, sendo realizados, no período de um ano, mais de 265 empréstimos de livros para usuários, familiares e técnicos do serviço. Segundo a coordenadora do NEPS, a psicóloga Soraya Carvalho, o êxito desta experiência levou ao surgimento de outras propostas, a exemplo da Criação da DVDteca NEPS, que se encontra aberta a doações de títulos diversificados de filmes, documentários e afins. "Considerando o acesso à arte e à cultura como mais uma possibilidade de conhecimento e de vivências além dos muros da solidão, essas ações ampliam o repertório das pessoas em sofrimento, a partir da busca de novos sentidos para lidar com as adversidades do cotidiano", conta a psicóloga.

Ainda segundo Soraya Carvalho, o projeto Espaço de Leitura foi viabilizado a partir da doação de livros e a expectativa é sempre receber mais doações, para que o acervo possa estar sempre sendo ampliado. Os livros podem ser consultados no local ou por empréstimo. Quanto ao cinema, a proposta é que sejam exibidos filmes abordando questões contemporâneas, para que os pacientes, a partir do processo de recuperação da depressão, possam se inteirar do que está ocorrendo no mundo.

O NEPS

O Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio é um serviço desenvolvido pelo Ciave na prevenção de suicídios e redução de reincidências destes eventos. A equipe do núcleo é formada por enfermeira, psicólogas, terapeutas ocupacionais, psiquiatras e estagiários de Psicologia, que atende pacientes de todas as idades. O acesso a esse serviço se dá através de demanda espontânea ou por casos de tentativa de suicídio identificados na emergência do Hospital Geral Roberto Santos.

As atividades do núcleo foram iniciadas em 1991 e atualmente, segundo a coordenadora do serviço, "é referência na Bahia e o modelo está sendo exportado para outros centros no Brasil, pois somos pioneiros no país". As ações do núcleo incluem orientação aos pacientes e familiares, e também a preparação de equipes de saúde.

Ascom/Sesab
Ciave/ciranda literária